Garfo
História do garfo: das pontas de servir da Antiguidade à mesa bizantina, da resistência europeia à padronização dos quatro dentes de aço inoxidável.
Comer é uma técnica. Os utensílios da mesa e da cozinha mostram como a humanidade aprendeu a cozinhar com segurança, conservar alimentos e sentar-se para a refeição.
História do garfo: das pontas de servir da Antiguidade à mesa bizantina, da resistência europeia à padronização dos quatro dentes de aço inoxidável.
A colher é o talher mais antigo: nasceu de conchas e cascas, virou objeto de luxo no Egito e em Roma e chegou à cozinha moderna em aço e madeira.
História da panela de pressão: do digestor de Denis Papin, em 1679, às panelas de alumínio que encurtaram o cozimento e conquistaram a cozinha brasileira.
História da geladeira: das casas de gelo e da venda de blocos ao compressor doméstico de 1913, aos gases refrigerantes e à chegada às cozinhas brasileiras.
História da lata de conserva: do método de Nicolas Appert e da patente de Peter Durand, em 1810, à lata de alumínio e às sardinhas e goiabadas do Brasil.
História da garrafa térmica: do frasco a vácuo criado por James Dewar em 1892 à marca Thermos, às expedições polares e ao café e ao chimarrão do Brasil.
História do canudo: dos tubos de junco e ouro da Mesopotâmia ao canudo de papel de 1888, ao plástico descartável e às leis brasileiras que o proíbem.
História do forno de micro-ondas: do magnetron de radar e da descoberta de Percy Spencer em 1945 ao Radarange, ao modelo de bancada e à cozinha brasileira.
A colher é anterior à cerâmica; o garfo foi tratado como extravagância por séculos; a lata de conserva existiu décadas antes do abridor de latas. A história dos utensílios de alimentação está cheia de descompassos entre a invenção e o hábito, e é justamente nesse intervalo que aparecem as melhores histórias: a corte bizantina escandalizando Veneza, exércitos napoleônicos financiando a conservação de alimentos, laboratórios de radar descobrindo o cozimento por micro-ondas.
Os oito verbetes desta sala percorrem desde a Pré-história até o século XX e se conectam com objetos de outras categorias, como o fogo do fósforo, o frio das geladeiras e a embalagem que depende do código de barras. No Brasil, vários deles ganharam contornos próprios: a panela de pressão virou símbolo do feijão diário e o canudo foi tema de leis municipais recentes.