Caneta esferográfica
A caneta esferográfica nasceu de patentes do século XIX, ganhou forma com os irmãos Bíró em 1938 e virou objeto de massa com a Bic Cristal em 1950.
Clipe, grampo, fita, caneta e teclado: a burocracia moderna foi montada com objetos minúsculos, muitos deles criados entre 1850 e 1950.
A caneta esferográfica nasceu de patentes do século XIX, ganhou forma com os irmãos Bíró em 1938 e virou objeto de massa com a Bic Cristal em 1950.
O clipe de papel moderno, o modelo Gem, surgiu na Inglaterra por volta de 1890 sem patente nem inventor conhecido, e substituiu alfinetes nos escritórios.
O grampeador nasceu nos Estados Unidos no fim do século XIX, com as prensas de George McGill, e virou item básico de qualquer mesa de trabalho.
A máquina de escrever teve dezenas de precursores, mas virou produto com a Sholes and Glidden, lançada pela Remington em 1874, e reinou por um século.
A calculadora mecânica nasceu com Schickard e Pascal no século XVII, virou produto com o aritmômetro em 1851 e chegou ao bolso com chips na década de 1970.
O ábaco descende dos tabuleiros de contar da Mesopotâmia e da Grécia, ganhou hastes e contas na China e no Japão, e segue vivo em escolas e no ensino de cegos.
A borracha de apagar surgiu em Londres em 1770, quando Edward Nairne vendeu cubos de goma elástica que apagavam grafite melhor que o miolo de pão.
A fita adesiva moderna nasceu na 3M com Richard Drew: a fita crepe em 1925 e a fita transparente de celofane em 1930, que no Brasil virou durex.
O escritório moderno é uma invenção do século XIX. Com o crescimento das empresas, dos bancos e do Estado, surgiu a necessidade de produzir, copiar, prender, corrigir e arquivar documentos em escala. Os objetos desta sala respondem a essas tarefas: a máquina de escrever padronizou a letra, o clipe e o grampeador organizaram as folhas, a borracha e a fita adesiva corrigiram erros, a calculadora e o ábaco deram conta dos números.
Vários deles carregam mitos de invenção que a pesquisa histórica já desmontou, como o suposto inventor norueguês do clipe de papel. Outros tornaram-se tão populares que a marca virou nome do objeto, caso da esferográfica Bic e da fita Durex no Brasil. Os verbetes separam o que é documentado do que é lenda e mostram como cada objeto chegou às escolas e às repartições brasileiras.