Ampulheta
A ampulheta surge na Europa do século XIV, marca os turnos a bordo das naus e some com os relógios mecânicos, mas sobrevive como ícone de tempo e espera.
Ampulheta, pena, lamparina, sinete: objetos que saíram de uso ou mudaram tanto que viraram relíquias, mas deixaram marcas na língua e nos hábitos.
A ampulheta surge na Europa do século XIV, marca os turnos a bordo das naus e some com os relógios mecânicos, mas sobrevive como ícone de tempo e espera.
A pena de ganso foi o principal instrumento de escrita do Ocidente por mais de mil anos. Veja como era preparada, por que sumiu e o que dela sobrevive na caneta-tinteiro.
A lamparina a óleo iluminou casas e templos por quinze mil anos, mudou de combustível várias vezes e foi apagada pela eletricidade. Conheça essa história.
As primeiras moedas surgiram na Lídia por volta de 600 a.C. Veja como o disco de metal organizou economias, chegou ao Brasil e hoje cede lugar ao dinheiro digital.
O sinete e o lacre autenticaram cartas, contratos e decretos da Mesopotâmia ao século XIX. Veja por que saíram de uso e onde ainda sobrevivem, do selo branco à garrafa.
O fonógrafo de Edison, de 1877, foi a primeira máquina a gravar e reproduzir som. Veja como o gramofone de Berliner o superou e o que chegou ao Brasil pela Casa Edison.
O aquecedor de cama, panela de cobre com brasas e cabo longo, esquentou lençóis na Europa por quatro séculos, até a bolsa de água quente o aposentar.
O relógio de sol marcou as horas do Egito à era das ferrovias. Entenda como funciona, por que a hora legal o aposentou e onde ele sobrevive, inclusive no Brasil.
Esta sala é dedicada aos objetos que desapareceram do cotidiano ou que sobrevivem apenas como símbolo. A ampulheta ainda aparece na tela do computador para indicar espera; o lacre de cera vive nas garrafas e nos diplomas; a pena de escrever deixou seu nome na caneta-tinteiro. Entender por que um objeto sai de uso é tão revelador quanto entender por que ele surgiu.
Os oito verbetes mostram como a luz, o tempo, o dinheiro, o som e o calor foram administrados antes da eletricidade e da indústria. Também registram a presença desses objetos no Brasil, das primeiras moedas cunhadas na colônia aos relógios de sol das cidades históricas e à Casa Edison, que gravou os primeiros discos no Rio de Janeiro. É a categoria ideal para quem quer entender o que perdemos e o que ganhamos com a modernização.